Comunicação digital sem planejamento gera ruído: como uma estratégia bem desenhada pode transformar a marca da empresa

Por Mário Soma*

Nos últimos anos, o mercado virou uma verdadeira “arena saturada”, onde se destacar exige muito mais do que ações isoladas ou posts nas redes sociais. Empresas que almejam a liderança de mercado precisam de uma estratégia de marketing orquestrada, robusta e altamente estratégica baseada em dados. Para crescer, se posicionar com clareza e fazer suas mensagens ecoarem com consistência, não há atalhos. Cada etapa, cada detalhe, conta. É justamente esse foco no planejamento que garante uma comunicação digital à prova de imprevistos.

Mario Soma-Polvora Comunicacao

Aqui, compartilho os pilares que podem gerar um verdadeiro caso de sucesso em comunicação digital:

Imersão profunda no negócio – Antes de desenvolver qualquer estratégia, é fundamental mergulhar nas operações, cultura e objetivos da empresa. Esse entendimento permite alinhar as expectativas do negócio com as necessidades de comunicação. O plano deve estar em sintonia com o core business, maximizando a relevância das mensagens.

Alinhamento de indicadores chaves de performance (KPIs) estratégicos – Definir KPIs mensuráveis e claros desde o primeiro momento é crucial. Isso garante que todos saibam como medir o sucesso em termos tangíveis, desde a visibilidade da marca até o impacto nas vendas.

Planejamento integrado – Um bom planejamento não é apenas sobre “o que” comunicar no ambiente digital, mas “como” e “quando” comunicar. Para isso, é essencial determinar as mensagens-chave com precisão, definindo o público correto e os melhores canais para cada tipo de conteúdo. Uma análise integrada da jornada do cliente é essencial para garantir que o conteúdo atenda às suas necessidades em cada etapa.

Plano de ação com execução precisa – Com a estratégia aprovada, deve-se criar um roadmap detalhado para cada canal, formato de conteúdo e cronograma de execução. Cada ação está estruturada de forma que todo o ecossistema de comunicação digital atue em sinergia, permitindo flexibilidade para ajustes com base em feedbacks e resultados em tempo real.

Setup e operação otimizada – O setup das operações integra as equipes de criação, mídia e tecnologia para garantir que todos os elementos do plano de marketing estejam alinhados. O gerenciamento contínuo é vital para as estratégias de conteúdo, Search Engine Optimization (SEO), mídia paga e interações nas redes sociais.

Go Live com monitoramento – O lançamento é apenas o começo da campanha de marketing. O acompanhamento minucioso dos KPIs, como tráfego, engajamento e conversões, oferece insights valiosos para aprimorar o plano. Com base nos dados obtidos, é possível maximizar resultados e manter a comunicação sempre alinhada com as metas de longo prazo.

Se ainda restou alguma dúvida, trago mais referências sobre os riscos de não investir em um planejamento de comunicação:

Perda de oportunidades de negócio – Estudo da Harvard Business Review apontou que marcas que não se comunicam de maneira eficaz com seu público podem perder até 30% de potenciais clientes. Isso ocorre porque a falta de um plano bem estruturado leva à baixa presença online e uma comunicação confusa ou desconexa, afastando consumidores.

Desperdício de investimento – Segundo dados do Gartner, empresas que não fazem um planejamento de comunicação eficaz gastam até 25% a mais em mídia paga sem conseguir um retorno satisfatório. Isso acontece porque, sem uma estratégia clara, os anúncios são direcionados para públicos errados ou irrelevantes.

Queda de credibilidade – Estudo da Edelman Trust Barometer revelou que 57% dos consumidores evitam comprar de marcas que não são consistentes em suas mensagens ou que apresentam falhas de comunicação. A incoerência ou a falta de clareza pode reduzir a confiança no longo prazo.

Perda de engajamento nas redes sociais – De acordo com o relatório da Sprout Social, marcas que não planejam suas interações de forma adequada perdem 15% do engajamento com os consumidores nas redes sociais. A falta de conteúdo relevante leva à perda de atenção e à desconexão do público.

Desalinhamento com o público – Segundo a McKinsey, 75% das campanhas que não têm um planejamento digital claro não atingem os resultados esperados, principalmente porque muitas vezes não estão alinhadas com as necessidades e expectativas do público.

Esses dados reforçam a importância de um planejamento robusto, que considere as particularidades do público, as metas e o uso inteligente de ferramentas digitais para maximizar resultados e evitar prejuízos. Assim, um plano de comunicação digital sólido e detalhado é o alicerce para o posicionamento claro e consistente de uma marca.

A aprovação completa por líderes empresariais só acontece quando a marca consegue enxergar que o plano não é apenas uma coleção de boas ideias, mas principalmente uma ferramenta prática e estratégica que guia suas ações com precisão e controle.

*Mário Soma é CEO e Head B2B da Pólvora Comunicação

Oito dicas para um designer gráfico se dar bem no mercado

Por Josué Brazil

Hoje, dia 05/11, é o Dia do Designer Gráfico. E para homenagear todos que são ou pretendem ser designers escrevi esse texto que tenta dar algumas dicas para que se tenha destaque e sucesso no mercado.

Para se destacar no mercado atual, um designer gráfico precisa dominar uma combinação de habilidades técnicas e criativas, além de competências interpessoais e de gestão de projetos. Com as mudanças constantes nas ferramentas digitais e nas tendências de comunicação visual, aqui estão algumas das principais habilidades que um designer gráfico deve desenvolver:

  1. Domínio de Ferramentas de Design: Softwares como Adobe Creative Suite (Photoshop, Illustrator, InDesign), Figma e Sketch são essenciais. Saber utilizá-los com proficiência permite criar designs versáteis para diferentes mídias, do digital ao impresso. Ferramentas de prototipagem e animação, como After Effects, também são um diferencial importante.
  2. Habilidades em Design Responsivo e UI/UX: Com o crescimento do uso de dispositivos móveis, é fundamental que o designer entenda os princípios de design responsivo e de experiência do usuário (UX). O design deve ser visualmente atrativo e fácil de navegar em qualquer tela, o que requer conhecimento sobre layouts flexíveis, hierarquia visual e interatividade.
  3. Criatividade e Inovação: O mercado está sempre buscando novidades, e a criatividade é uma das principais qualidades que diferenciam um designer. É importante saber gerar ideias inovadoras que atendam às necessidades do cliente e se destaquem em meio à concorrência. Experimentar com novas técnicas, texturas, cores e conceitos é essencial para manter os designs atualizados e interessantes.
  4. Habilidades em Branding e Identidade Visual: Saber desenvolver e manter uma identidade visual coesa é crucial, especialmente para designers que trabalham com marcas. Isso envolve a criação de logotipos, paletas de cores e elementos visuais que refletem a identidade da marca de forma consistente. Um bom designer entende a psicologia das cores, tipografia e como esses elementos podem transmitir a mensagem certa ao público.
  5. Capacidade de Adaptação e Aprendizado Contínuo: Com novas ferramentas e tendências surgindo constantemente, o designer precisa estar sempre atualizado. Isso pode incluir cursos, workshops ou a experimentação de novas técnicas. A capacidade de adaptar-se rapidamente a novas tecnologias e plataformas é vital.
  6. Conhecimento de Marketing Digital: Ter uma noção básica de marketing digital e dos fundamentos do marketing de conteúdo é um grande diferencial. Entender conceitos como SEO, engajamento em redes sociais e os melhores formatos para cada plataforma ajuda o designer a criar peças mais eficazes para campanhas digitais.
  7. Gestão de Projetos e Cumprimento de Prazos: Em um mercado dinâmico, saber gerenciar o tempo e os prazos é essencial. O designer precisa ser capaz de planejar, priorizar tarefas e manter uma boa comunicação com a equipe e os clientes. Ferramentas como Trello, Asana e Slack podem ajudar na organização e na entrega de projetos dentro do prazo.
  8. Comunicação e Habilidades Interpessoais: A capacidade de entender as necessidades do cliente e comunicar suas ideias de forma clara é fundamental. Saber ouvir, ser receptivo ao feedback e adaptar-se ao perfil de cada cliente contribui para um trabalho mais alinhado com os objetivos do projeto e aumenta as chances de sucesso.

Prática + aprendizado contínuo

Essas habilidades, combinadas com prática e uma mentalidade de constante aprendizado, são fundamentais para o sucesso de um designer gráfico no mercado atual. Com elas, é possível criar projetos de grande impacto, promover o valor do design e estabelecer uma carreira sólida na área.

O que eu preciso saber ou aprender para trabalhar com marketing digital?

Por Josué Brazil

Essa é a pergunta que não quer calar. Com o crescimento contínuo do marketing e da publicidade digital e a consequente sofisticação e amplitude das ferramentas e funções, fica cada vez mais difícil saber de tudo neste segmento.

Imagem de Chen por Pixabay

Vamos, entretanto, tentar mostrar o que é preciso para desbravar o mundo do marketing digital. Esse universo dinâmico envolve desde a arte de engajar pessoas nas redes sociais até o uso estratégico de dados para promoção de campanhas. Se você tem interesse na área, veja abaixo os principais pontos para se destacar.

1. Conhecimentos técnicos e ferramentas essenciais
Começar com o básico é o primeiro passo: SEO e SEM . Saber otimizar sites e conteúdos para aparecer bem no Google (SEO) é essencial, assim como entender de campanhas pagas em plataformas como Google Ads (SEM). Ah, e as redes sociais? Além de conhecer as plataformas, como Instagram, TikTok e LinkedIn, vale aprender sobre algoritmos e anúncios pagos (Social Ads).

E não para por aí! E-mail marketing é outro pilar do marketing digital – por isso, plataformas como Mailchimp e RD Station podem ser grandes aliadas. E para analisar se tudo está indo na direção certa, o Google Analytics e o Google Data Studio são os melhores amigos do profissional de marketing.

2. Estratégia de Conteúdo: criatividade a todo vapor
A criação de conteúdo é onde as ideias brilham! Planejar posts, textos, vídeos e tudo o que conecta o público à marca é fundamental. Isso inclui copywriting , aquela escrita persuasiva que faz o público querer saber mais, e SEO de Conteúdo , que é alinhado a criação com práticas que ajudam o conteúdo a ganhar destaque.

3. Publicidade e Performance: foco nos resultados
Para quem gosta de performance, entender as campanhas pagas é indispensável. Google Ads, Facebook Ads e outras plataformas de mídia paga permitem criar e otimizar anúncios que vão direto ao ponto! E se você gosta da ideia de trabalhar com influenciadores, vai curtir saber mais sobre marketing de influência , uma tendência que não para de crescer.

Além disso, para orientar o cliente pela jornada de compra, é fundamental entender o funil de vendas – atrair, converter e reter clientes exigem táticas específicas e fazem toda a diferença no sucesso das campanhas.

4. Análise de Resultados: paixão por métricas
Nenhuma campanha de marketing digital vive sem análises. Compreender KPIs e outras métricas de desempenho, como ROI (Retorno sobre Investimento) e CTR (Taxa de Cliques), é o que permite analisar resultados e fazer ajustes para melhorar cada vez mais. E se você quiser testar, vale apostar nos Testes A/B , que ajudam a identificar o que funciona melhor e afinar as estratégias.

5. Soft Skills: criatividade e colaboração
No mundo digital, as soft skills fazem toda a diferença. Criatividade e capacidade de inovação são fundamentais para se destacar em campanhas e gerar impacto. Adaptar-se às mudanças e tendências também é essencial, pois o marketing digital se transforma constantemente. E, claro, um bom comunicador, que sabe trabalhar em equipe, consegue levar as estratégias muito mais longe.

Kit básico

Esse é o kit de sobrevivência básico para quem quer entrar e crescer no marketing digital. Com cursos, prática e vontade de experimentar, qualquer um pode se tornar um especialista na área e fazer a diferença nas campanhas digitais.

Bora lá?!

5 dicas da IA para marcas criarem anúncios criativos

5 dicas da IA para marcas criarem anúncios criativos e eficientes na Black Friday

Levantamento feito pela Vidmob, plataforma global de desempenho criativo com base em IA, identificou os caminhos que impulsionam campanhas nas redes sociais, reduzem custos e ampliam resultados

A Black Friday, que acontece em 29 de novembro, movimenta tanto o comércio físico quanto as redes sociais, e as marcas aproveitam o período para divulgar anúncios com descontos em produtos e serviços. Mas como identificar um bom anúncio para a data? A audiência reconhece em segundos e interage com ele, por outro lado, para os profissionais de marketing um bom anúncio é aquele que alcança boa performance, especialmente quando o seu desempenho impulsiona os resultados de venda e ultrapassa as metas.

Segundo pesquisa realizada pela Wake, em parceria com o Opinion Box, 66% dos brasileiros devem comprar na Black Friday este ano, sendo que 37,8% dos entrevistados planejam começar a acompanhar as ofertas já em outubro. Por outro lado, 23% das pessoas ainda estão indecisas. Diante da infinidade de opções de criativos nas redes sociais, o desafio das marcas é compreender os motivos que levam as pessoas a clicarem em um anúncio específico e ignorar os demais.

“Os profissionais de marketing sabem selecionar públicos com base em idade, interesses e localização, além de produzir e testar criativos. No entanto, sempre foi difícil entender quais elementos do criativo vencedor influenciam seu desempenho. Hoje, com a IA e o machine learning, é possível identificar o que funciona, o que não funciona e, mais importante, o porquê”, afirma Miguel Caeiro, head Latam da Vidmob, plataforma global líder em desempenho criativo com base em IA, que usa análise de dados para impulsionar os resultados de marketing de grandes marcas.

Com o objetivo de aprimorar o desempenho de campanhas, a Vidmob listou cinco dicas para criar anúncios criativos e eficientes, expandindo os resultados das campanhas. Confira:

1 – Colete todos os dados

Criar conceitos de vídeo pode ser uma tarefa demorada. Em vez disso, é mais eficaz analisar os dados de desempenho das campanhas para entender melhor a resposta do público e fazer ajustes direcionados nos criativos. Reunir dados de todas as plataformas de mídia social é crucial, pois os resultados variam entre elas. Essa abordagem permite identificar insights valiosos que podem ser perdidos se os profissionais focarem apenas no desempenho individual das campanhas.

2 – Compare o criativo com o que há de melhores práticas nas plataformas

Os profissionais de marketing investem esforços em cada etapa do processo criativo, da concepção à execução, mas muitas vezes as decisões são influenciadas por “achismos”. Para medir objetivamente a eficácia dos anúncios é possível utilizar dados de plataformas, como Facebook e LinkedIn, que oferecem análises e melhores práticas gratuitas para otimização de desempenho. Seguir essas práticas pode melhorar rapidamente a qualidade dos anúncios.

3 – Conecte os criativos com desempenho

Comparar os anúncios com as melhores práticas de cada plataforma é apenas um dos passos. Os profissionais de marketing podem eliminar mais conjunturas ao analisar como os elementos criativos individuais influenciam na resposta do consumidor. O “passo 1” (coletar dados) pode ser utilizado para relacionar os elementos criativos – como fundos, imagens de produtos e pessoas, narrativas e legendas – ao desempenho do anúncio de cada plataforma. Dependendo da prioridade, os profissionais podem mapear escolhas criativas para métricas como vendas, conversões ou até mesmo downloads. Aprimorando a identificação de escolhas criativas, tanto de alto quanto de baixo desempenho em cada plataforma, leva as equipes a tomar decisões mais rápidas e assertivas.

4 – Incorpore o desempenho criativo no seu processo de produção

Integrar insights criativos baseados em dados em todas as etapas do processo de criação pode agilizar decisões e facilitar a colaboração entre profissionais de marketing e os criativos. Eles podem, por exemplo, incluir insights como o tempo de abandono de vídeos ou os elementos que impulsionam o engajamento de campanhas pagas em briefings para ajudar as equipes criativas a entenderem as expectativas. Outra dica é ter uma lista de verificação que compare anúncios com padrões específicos da plataforma anunciada. Ela ajudará a evitar erros e a garantir um bom desempenho desde o início da campanha.

5 – Adicione automação

O uso da inteligência artificial não apenas acelera o processo criativo, mas também capacita os profissionais de marketing a obterem melhores resultados com um orçamento reduzido. Por outro lado, a IA Generativa elevou a qualidade de conteúdo de maneira geral. É preciso usar as ferramentas adequadas para se destacar nesse mar de equilíbrio. A pontuação criativa automatizada por IA possibilita a rápida adaptação do mesmo criativo para diferentes plataformas, ao mesmo tempo que fornece aos profissionais as métricas e ferramentas de gestão de campanhas que desbloqueiam o “porquê” por trás do desempenho.

“Entender o que efetivamente é aderente à audiência gera mais resultados em todas as etapas do funil de vendas. Além disso, se por um lado a tecnologia permite que se atinja resultados acima da média, por outro, gera economia na produção dos criativos, pois se torna mais assertiva”, explica Miguel Caeiro.