Vagas na TMZ

Oportunidade para fazer parte do time TMZ

A TMZ é uma agência de marketing especializada em performance, mídia digital, produção de conteúdo e desenvolvimento de estratégias para impulsionar negócios em todo o Brasil.

A TMZ está ampliando seu time e abrindo espaço para novos talentos. Se você busca uma oportunidade profissional ou deseja fazer parte do banco de talentos para futuras vagas, a TMZ quer conhecer você!

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A agência busca profissionais de diferentes áreas e níveis de experiência, com vontade de crescer, aprender e construir resultados junto com uma equipe dinâmica e em constante evolução.

O papel do marketing cultural na conexão com o consumidor

Aline Alexandrino

Aline Alexandrino*

Em um país de dimensões continentais, o verdadeiro diferencial competitivo de uma marca não reside apenas na funcionalidade do seu portfólio, mas na sua capacidade de refletir a pluralidade do seu povo. O marketing cultural deixou de ser um recurso puramente estético para se consolidar como uma alavanca estratégica de negócios. Trata-se de ir além de uma comunicação padronizada para compreender as nuances, os costumes e o que de fato gera identificação genuína nas diferentes regiões do país.

Os dados de mercado reforçam essa evolução no setor. O recente estudo “Líderes de Marketing e Brasilidades”, conduzido pela Data-Makers, revela que 62% dos executivos observam uma performance superior em projetos ligados à diversidade cultural brasileira, com impacto direto na construção de valor de marca (Brand Equity). Embora o levantamento aponte que 48% do mercado ainda centralize sua comunicação em uma “identidade única” de país, os números demonstram uma oportunidade clara e promissora para o nosso mercado de que investir de forma autêntica e contínua nos regionalismos é o caminho mais sólido para construir pertencimento a longo prazo.

A grande provocação para nós, profissionais de marketing, esbarra na reflexão sobre como tangibilizar essa pluralidade em ações práticas que realmente engajem o público. Para isso, o primeiro passo é abandonar a velha prática de “adaptar” campanhas nacionais e passar a “criar” narrativas nativas. O marketing cultural efetivo exige que a marca fale o idioma emocional do seu consumidor. E, como profissionais da área, isso se desdobra em diversas frentes da nossa comunicação.

A escolha de representantes, por exemplo, significa mapear e trabalhar com artistas, criadores de conteúdo e influenciadores que sejam verdadeiros ícones locais e que tenham legitimidade cultural, indo muito além dos rostos nacionalmente famosos. Na prática significa estruturar ações que estejam inseridas na realidade e nos desejos daquela comunidade, respeitando seu calendário afetivo e suas tradições regionais.

Na minha vivência liderando estratégias de grandes marcas, percebo que o sucesso de uma campanha reside em entender o que faz o coração do consumidor bater mais forte naquele momento específico do ano. Quando decidimos dialogar com o Nordeste durante o São João com Perdigão, por exemplo, precisamos nos sentar à mesa com essas famílias, entender a importância daquela celebração e usar nossas ferramentas, abrangendo desde a trilha sonora da campanha até a linguagem do ponto de venda, para sermos convidados a participar da festa. É sobre compartilhar experiências e celebrar costumes.

Dessa forma, o marketing cultural assume um papel decisivo na evolução das estratégias corporativas. Ao traduzir o respeito pela diversidade em ações e investimentos concretos, redefinimos a forma como nos conectamos com as pessoas. Ao compreender isso, a nossa disciplina evolui de abordagens amplas para interações inteligentes e intencionais, inaugurando um espaço onde o propósito da marca e as identidades locais caminham juntos para construir o futuro do consumo, com a proximidade e o respeito que cada canto do país merece.

*Aline Alexandrino – gerente executiva de Marketing da Perdigão na MBRF Aline Alexandrino é a atual gerente executiva de Marketing da Perdigão na MBRF. Formada em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-graduada em Pesquisa de Marketing e Opinião Pública pela ESPM, a executiva está há mais de sete anos na companhia. Na MBRF, iniciou sua trajetória como gerente executiva Global Insights, posteriormente avançando para gerente executiva de Marketing para a categoria de Spreads da MBRF, sua última posição antes do seu cargo atual, na qual liderava a estratégia das marcas Qualy, Deline, Claybom e Sofiteli

Dados, criatividade e conversão: a tríade que impulsiona as campanhas de Retail Media

Por Cyril Marchal*

Durante os últimos anos, o crescimento de Retail Media foi sustentado por argumentos bastante claros. Dados proprietários, proximidade com o momento da compra e capacidade de mensuração transformaram esse modelo em uma das principais apostas da publicidade global. Os números refletem esse movimento, segundo a eMarketer, o investimento global em Retail Media deve alcançar US$ 163 bilhões até 2027, enquanto o relatório Digital AdSpend 2025, do IAB Brasil em parceria com a Kantar IBOPE Media, aponta que o segmento já movimenta R$ 3,5 bilhões no Brasil.

Ao acompanhar as discussões em Cannes Lions este ano, no entanto, ficou evidente que essa narrativa já não explica sozinha a evolução desse mercado. Retail Media esteve presente em praticamente todos os debates sobre o futuro da mídia, mas sob uma perspectiva diferente daquela que dominou as conversas nos últimos anos. Em vez de eficiência, segmentação e performance, as discussões passaram a girar em torno de criatividade, experiência e relevância. Não porque esses atributos substituam os dados, mas porque os dados já não são mais um diferencial isolado e sim a base sobre a qual as marcas constroem experiências mais significativas.

A campanha Build Your Own Super Bowl Commercial, da Uber Eats, vencedora do Grand Prix de Media em Cannes Lions 2026, sintetiza bem essa mudança. Mais do que uma campanha apoiada em dados ou tecnologia, o reconhecimento veio pela capacidade de transformar um grande momento cultural em uma experiência de marca integrada ao consumo.

Quem acompanha de perto a rotina do varejo físico entende por que essa mudança era questão de tempo. A loja nunca foi apenas um ponto de venda, sempre foi também um espaço de decisão, de descoberta e, cada vez mais, de mídia. O que Cannes deixou claro é que o mercado publicitário finalmente está tratando esse espaço com a mesma exigência criativa que já aplica a qualquer outro canal, e isso muda o tipo de profissional e de ideia que Retail Media vai exigir daqui para frente. Não basta saber operar leilões de mídia ou segmentar audiências, é preciso saber contar histórias dentro do momento de compra, o que é um ofício bem diferente. Essa convergência também ficou evidente em outro tema recorrente ao longo da semana: o papel dos creators. Durante muito tempo, eles foram vistos principalmente como ferramentas de alcance e influência, mas em Cannes essa discussão evoluiu, passaram a aparecer como parte da construção da experiência da marca, produzindo conteúdos que transitam entre redes sociais, plataformas de Retail Media, Digital Out of Home e ambientes físicos de compra. O conteúdo, que antes cumpria apenas a função de gerar atenção, começa cada vez mais a acompanhar o consumidor ao longo da jornada, aproximando inspiração, contexto e decisão de compra.

Esse movimento ajuda a explicar por que Retail Media entra em uma nova fase. Sua capacidade de gerar resultados continua diretamente ligada aos dados e à inteligência sobre o comportamento do consumidor, mas o que passa a diferenciar uma estratégia é também a forma como essas informações são utilizadas para construir experiências capazes de criar conexão. À medida que tecnologia, inteligência artificial e plataformas se tornam cada vez mais acessíveis, o diferencial competitivo volta a estar nas ideias.

Talvez esse tenha sido o principal aprendizado deixado por Cannes este ano. Durante muito tempo, perguntamos como utilizar a criatividade para potencializar campanhas de Retail Media. Hoje, a questão que destaco é como Retail Media pode se tornar um dos ambientes mais criativos da publicidade. As campanhas mais relevantes apresentadas no festival sugerem que essa transformação já começou, e que o próximo ciclo de crescimento do setor será liderado não apenas pela expansão das redes de mídia, mas pela capacidade das marcas de transformarem dados, criatividade e conversão em experiências que façam sentido para as pessoas.

*Cyril Marchal é CEO da Unlimitail LatAm

O dia dos pais está chegando… O que pode ser feito para vender mais?

Por Josué Brazil (com apoio de IA)

Com 29 dias para o Dia dos Pais, o varejo entra em uma das últimas grandes oportunidades comerciais antes da Black Friday.

O erro de muitas empresas é tratar a data apenas como uma campanha promocional. As marcas que obtêm melhores resultados transformam o Dia dos Pais em uma campanha de relacionamento, experiência e conveniência, fazendo o consumidor comprar antes, comprar mais e recomendar a marca.

Por que vale investir pesado no Dia dos Pais?

Os números mostram que a data continua sendo extremamente relevante para o varejo brasileiro.

  1. A pesquisa mais recente da CNDL/SPC Brasil estima que 106,3 milhões de consumidores pretendem comprar presentes para o Dia dos Pais.
  2. A expectativa de movimentação é de aproximadamente R$ 27,1 bilhões em comércio e serviços.
  3. O ticket médio nacional previsto gira em torno de R$ 255 por consumidor.
    Em média, cada comprador leva 1,7 presente.
  4. 76% pretendem comprar em lojas físicas, embora mais de 80% pesquisem preços online antes da decisão.
  5. O PIX continua crescendo como principal forma de pagamento à vista.

Além disso, projeções da CNC (Confederação Nacional do Comércio) apontam crescimento das vendas em relação ao ano anterior, consolidando o Dia dos Pais entre as principais datas sazonais do varejo brasileiro.

Bati papo com minha IA favorita e solicitei sugestões estratégicas para, principalmente, o varejo aproveitar o melhor possível a data. Veja o calendário estratégico dos próximos 29 dias, sugerido pela IA.

Ela partiu da ideia de que ma campanha eficiente não acontece apenas na semana da data.

Dias 29 a 21 — Construção de desejo

Objetivo: fazer o consumidor pensar no presente.

Ações de marketing:

  • lançamento oficial da campanha;
  • vídeos emocionais nas redes sociais;
  • vitrines temáticas;
  • “Guia dos Pais” dividido por perfis:
    • Pai clássico;
    • Pai esportista;
    • Pai tecnológico;
    • Pai churrasqueiro;
    • Pai viajante;
    • Pai elegante.

Neste momento, a comunicação deve vender significado, não preço.

Dias 20 a 10 — Facilitar a escolha

Agora o consumidor já decidiu comprar.

É hora de reduzir o esforço da compra.

Algumas ações possíveis:

  • kits prontos;
  • embalagem gratuita;
  • consultoria de presentes;
  • atendimento via WhatsApp;
  • landing page especial.

Uma excelente estratégia é criar conteúdos do tipo:

“5 presentes para quem diz que seu pai já tem tudo.”

Últimos 9 dias — Aceleração

Agora entram as ofertas.

Sugestões de ações:

  • contagem regressiva;
  • frete expresso;
  • retirada em loja em até 2 horas;
  • parcelamentos especiais;
  • cashback;
  • cupons exclusivos.

É importante transmitir sensação de urgência sem recorrer ao apelo exagerado.

10 ações de marketing que realmente aumentam vendas

Também no bate papo com a IA solicitei dez sugestões de ações de marketing voltadas para a data:

1. Campanha “Conte a história do seu pai”

As pessoas gostam de compartilhar histórias.

Peça que clientes publiquem fotos com seus pais usando uma hashtag da campanha.

Premie as melhores histórias.

O alcance orgânico costuma ser excelente.

2. Personalização

A personalização virou diferencial competitivo.

Exemplos:

  1. cartão personalizado;
  2. gravação em produtos;
  3. embalagem com nome;
  4. QR Code levando para uma mensagem em vídeo.

O presente deixa de ser um produto para se tornar uma experiência.

3. Cross selling inteligente

Quem compra camisa pode comprar:

  • perfume, carteira, cinto, vinho, kit churrasco.

Monte “combos naturais”, e não apenas descontos.

4. Influenciadores locais

Em vez de investir apenas em grandes creators, trabalhe com:

  • pais influenciadores;
  • professores;
  • médicos;
  • empreendedores locais.

Eles geram identificação muito maior.

5. Experiência na loja

Se houver loja física:

  1. café gratuito;
  2. degustações;
  3. espaço para fotos;
  4. música ao vivo no sábado anterior.

Quanto maior o tempo de permanência, maior o ticket médio.

6. “Pai merece”

Em vez de falar sobre produto, fale sobre reconhecimento.

Exemplo:

“Quem sempre cuidou de você merece algo pensado com carinho.”

A emoção vende mais que o desconto.

7. IA para recomendações

Use ferramentas de inteligência artificial para sugerir presentes conforme:

  • idade do pai, profissão, hobbies, faixa de preço.

Quanto menor o esforço de decisão, maior a conversão.

8. Conteúdo útil

Em vez de apenas anunciar produtos, publique conteúdos como:

  • Como escolher um presente inesquecível.
  • Cinco erros ao comprar presentes.
  • Presentes para pais difíceis de agradar.
  • Presentes até R$ 100, R$ 200 e R$ 300.

Isso melhora o alcance orgânico e ajuda na decisão de compra.

9. Programa “Indique um pai”

Quem indicar um amigo ganha:

  1. cupom;
  2. cashback;
  3. desconto futuro;
  4. pontos.

É aquisição de clientes com baixo custo.

10. Pós-venda

Pouquíssimas empresas fazem isso.

Dois dias depois da data:

“Esperamos que seu pai tenha gostado do presente. Conte para nós como foi esse momento.”

Isso gera avaliações, fidelização e conteúdo espontâneo.

O maior erro das campanhas de Dia dos Pais

Quase todas as campanhas falam de produtos. Poucas falam e apostam na relação.

E é justamente isso que diferencia uma marca comum de uma marca memorável.

Em um cenário no qual os consumidores pesquisam preços antes da compra e comparam diversas opções, preço é importante, mas não suficiente. O que faz diferença é construir uma narrativa que associe o presente a um gesto de reconhecimento, gratidão e afeto. As pesquisas mostram que fatores como preço, qualidade, promoções e conveniência influenciam a decisão, mas campanhas emocionalmente relevantes aumentam o engajamento e fortalecem a percepção de valor da marca.

Agora é com vocês, agências ou departamentos de marketing. Bora botar a mão na massa e fazer a data ser um momento importante no faturamento do negócio.