Curiosidade, intenção e emoção guiam as tendências do marketing em 2026, aponta relatório do TikTok

TikTok Next 2026 aponta fim do consumo passivo, avanço da curiosidade ativa e valorização do ROI emocional

O TikTok Next 2026 marca a sexta edição da previsão anual de tendências da plataforma, desenvolvida para apoiar marcas e profissionais de marketing a compreenderem os comportamentos, interesses e expectativas da comunidade no próximo ano. O relatório funciona como um guia estratégico para a criação de conteúdos relevantes, conectados à cultura e orientados a resultados de negócio

Após um 2025 marcado por criatividade impulsionada por parcerias com criadores, conexão com momentos culturais e fortalecimento de comunidades de nicho, o TikTok identifica uma virada clara no comportamento dos usuários. Neste ano, o público passa a exigir mais valor, intenção e participação ativa nas interações com marcas.

“Em 2026, será possível observar uma mudança real na forma como as pessoas se comportam on-line. Os usuários não vão apenas rolar o feed, mas entrar em um modo ativo de descoberta, seguindo sua curiosidade e esperando um retorno pelo tempo investido. Para as marcas no TikTok, isso significa que a era do consumo passivo chegou ao fim. Os profissionais de marketing precisarão estar atentos aos momentos culturais e participar deles à medida que acontecem, demonstrando claramente o valor que entregam. As marcas que se destacarem serão aquelas que combinarem percepção humana com ferramentas de IA mais inteligentes e dados mais ricos para criar conteúdos relevantes, responsivos e que realmente valham o engajamento”, afirma Sofia Hernandez, Head Global de Marketing de Negócios do TikTok.

O TikTok Next 2026 se baseia no conceito de Instinto Único, que reflete uma mudança coletiva em direção à curiosidade, à convicção e ao cuidado como formas de conexão. A partir desse olhar, o relatório organiza as tendências em três grandes frentes:

Chá de Realidade: esta tendência aponta para uma valorização de conteúdos mais humanos e intencionais. Em vez de escapismo, o público busca equilíbrio, autenticidade e conexão real. Marcas que acompanham o sentimento da audiência e se adaptam rapidamente às conversas culturais tendem a gerar maior identificação e lealdade. E esse movimento é especialmente forte entre as gerações mais jovens: dados do TikTok mostram que Millennials e Gen Z no Brasil são 1,7 vez mais propensos a experimentar uma nova marca quando existe uma comunidade forte construída ao seu redor, reforçando o papel do pertencimento na construção de valor de longo prazo.

A exemplo, a iniciativa #OiPrideStories, da operadora Oi, criou um espaço de escuta e representatividade ao convidar a comunidade LGBTQIAP+ a compartilhar histórias reais de orgulho. A mobilização resultou em mais de 900 vídeos produzidos por usuários e alcançou 74 milhões de visualizações da hashtag durante o Pride Month.

Fora do script: aqui, o TikTok destaca a curiosidade como a nova moeda. A plataforma se consolida como um espaço de descoberta ativa, em que usuários vão além da busca inicial e exploram novos interesses, categorias e pontos de vista. De acordo com o estudo TikTok Marketing Science Global Future of Search Study 2025, dois em cada três usuários afirmam usar o TikTok como ferramenta de busca para encontrar informações úteis além do que procuravam originalmente. Na América Latina, esse comportamento se estende pela jornada: mais da metade dos usuários no Brasil e no México afirmam que continuam explorando conteúdos após encontrar algo inesperado durante a navegação, reforçando o papel do TikTok como motor de descoberta contínua.

Esse hábito abre espaço para conexões fora da categoria tradicional, como no caso da Duracell, que identificou uma relação espontânea entre suas pilhas e a comunidade de K-pop. Com o TikTok One Content Suite, marcas conseguem analisar menções orgânicas e compreender como a comunidade se relaciona com seus conteúdos, com uma leitura cultural até 44 vezes mais ampla do que uma busca manual.

ROI Emocional: mesmo com escolhas de consumo mais conscientes, o relatório aponta que os usuários seguem comprando a partir de significado, pertencimento e retorno emocional. O “por que comprar” passa a ser tão relevante quanto o produto em si. De acordo com o estudo TikTok Marketing Science US Commerce Landscape Study 2024, realizado em parceria com a Ipsos, 81% dos usuários afirmam que a plataforma oferece uma visão realista do uso dos produtos no dia a dia, consolidando o papel do conteúdo de criadores como fator-chave de confiança no caminho até a compra.

Além disso, no Brasil, usuários do TikTok são 1,4 vez mais propensos a recomprar de marcas quando os anúncios permitem interação direta, como comentários ou processos de cocriação. Um exemplo desse valor emocional na prática é a campanha da JOHNSON’S® para o produto Blackinho Poderoso, que combinou narrativa cultural, autoestima e conteúdo nativo, gerando aumento de 7 pontos na associação da marca com cabelos cacheados e superando benchmarks de recall em 28%.

A previsão de tendências foi desenvolvida a partir de ferramentas proprietárias do TikTok, como o TikTok One Insight Spotlight e o TikTok Market Scope, que integram dados orgânicos e pagos para identificar comportamentos da audiência, desempenho de conteúdo e sinais culturais e de mercado em tempo real, ajudando marcas a conectar awareness e conversão de forma mais estratégica.

É possível conferir o site completo do TikTok Next e a previsão de tendências para 2026 aqui.

Coluna “Discutindo a relação…”

Publicidade que fala com o Brasil real

Por Josué Brazil (com a colaboração maneira da IA)

Imagem gerada pela IA do Canva

A publicidade brasileira sempre teve um trunfo poderoso: a capacidade de conversar com o público de forma criativa, próxima e emocional. Mas, nos últimos anos, o desafio deixou de ser apenas criar boas histórias — e passou a ser contar histórias que representem de verdade quem somos. Em um país diverso como o nosso, com tantas vozes, rostos, sotaques e contextos, falar com o Brasil real é uma responsabilidade que as marcas não podem mais adiar.

De acordo com um levantamento da Kantar IBOPE Media (2024), 77% dos consumidores brasileiros afirmam que valorizam mais marcas que representam a diversidade do país em suas campanhas. E não é só uma questão de “bonito de ver”: 63% dos entrevistados disseram que se sentem mais propensos a consumir produtos de empresas que valorizam pluralidade e inclusão. A pesquisa mostra o que já se percebe nas ruas e nas redes — a audiência quer se enxergar nas mensagens publicitárias, e não apenas observar um ideal de consumo distante da própria realidade.

Por outro lado, esse movimento ainda caminha entre acertos e tropeços. O Relatório “Publicidade e Diversidade no Brasil”, do Instituto Locomotiva (2023), revelou que mais de 60% das pessoas negras sentem que raramente se veem representadas de maneira positiva nas propagandas. Isso mostra que, embora o discurso da diversidade tenha ganhado espaço, a prática ainda é limitada. Muitos anúncios acabam reproduzindo estereótipos, reforçando papéis sociais rígidos ou usando a inclusão como mero “acessório estético” — o que o público, cada vez mais atento, percebe rapidamente.

O crescimento do conteúdo local

Essa cobrança vem acompanhada de uma mudança cultural mais ampla: o crescimento da cultura de conteúdo local. Plataformas como TikTok, Instagram e Kwai têm mostrado o poder do que é regional, espontâneo e autêntico. Um levantamento da Nielsen Brasil (2024) aponta que vídeos com referências culturais locais — gírias, sotaques, tradições — têm até 35% mais engajamento do que conteúdos “neutros” ou genéricos. Ou seja, o público brasileiro quer ver o Brasil — em toda sua complexidade, alegria e contradições — sendo contado por quem vive essa realidade.

É aí que entra o papel estratégico das marcas e agências: mais do que “incluir”, é preciso pertencer. A publicidade do futuro — e já do presente — é aquela que entende que representatividade não é moda, mas espelho. Marcas que falam com empatia, autenticidade e respeito conquistam algo que vai além do clique ou da venda: conquistam relevância.

Olhar, escutar e traduzir

Em tempos de algoritmos, automação e inteligência artificial, é curioso perceber que o maior diferencial competitivo das marcas talvez continue sendo humano: a capacidade de olhar, escutar e traduzir as vozes do seu tempo. No fim das contas, é sobre isso que se trata a relação entre publicidade e sociedade — sobre quem escolhe falar, quem é ouvido e quem, finalmente, se vê.

Engajamento autêntico e social commerce moldam nova era da publicidade digital, afirmam mLabs e TikTok

Rafael Kiso e Bruno Lopes discutem o declínio da publicidade interruptiva e o impacto do conteúdo nativo, destacando marcas que aumentaram as vendas em até 40% com campanhas integradas

A publicidade digital vive uma transformação sem precedentes. A era dos anúncios interruptivos dá lugar ao conteúdo nativo, envolvente e construído com autenticidade — e essa mudança está redefinindo toda a lógica de engajamento, conversão e construção de marca. O tema foi debatido no episódio mais recente do Papo Social Media, podcast da mLabs, que reuniu Rafael Kiso, fundador e CMO da plataforma, e Bruno Lopes, head de vendas do TikTok Brasil.

Segundo os executivos, o marketing digital está sendo impulsionado por novas dinâmicas que priorizam conexão genuína com o público, e não mais apenas volume de impressões ou alcance superficial. “O TikTok não é apenas mais uma rede social, é um ambiente de descoberta, entretenimento e conexão emocional. As marcas que entendem isso estão colhendo resultados excepcionais”, afirmou Lopes.

A fala é sustentada por números: o TikTok ultrapassou 2 bilhões de usuários globais, com o Brasil entre seus principais mercados, e 87% dos usuários afirmam ter descoberto novas marcas organicamente na plataforma, segundo dados internos.

Métricas tradicionais já não bastam

Um dos destaques da conversa foi a crítica ao uso de indicadores ultrapassados, como alcance (reach) e CPM. “Muitas marcas ainda focam em métricas de vaidade, mas esses números sozinhos não significam nada”, alertou Lopes. Ele citou casos em que campanhas com 1 milhão de visualizações no TikTok geraram mais conversões do que outras com 10 milhões em plataformas tradicionais, graças ao engajamento qualificado.

Kiso complementou: “Performance em marketing hoje não é só sobre otimização de bids ou KPIs de curto prazo. É sobre criar conexões reais. No TikTok, uma campanha bem-feita não apenas vende, mas constrói brand equity e isso é inestimável.”

TikTok Shop e a evolução do social commerce

A ascensão do TikTok Shop também ganhou destaque na conversa. Para Lopes, a ferramenta representa um marco na forma como consumidores compram produtos digitalmente: “Estamos criando um ecossistema completo onde o consumidor descobre um produto, se inspira e compra, tudo em poucos segundos.”

Kiso trouxe exemplos práticos da atuação da mLabs com marcas que têm adotado essa abordagem integrada: “A Sallve, marca de beleza, aumentou suas vendas em 40% com anúncios nativos combinados com o TikTok Shop. Já a Renner, varejista de moda, reduziu seu custo por aquisição em 30% ao unir creators à estratégia de performance.”

Esse avanço está diretamente conectado ao crescimento acelerado do social commerce no Brasil. Segundo o Relatório do Varejo 2025, da Adyen, 55% dos brasileiros já utilizam redes sociais como canal de compras, enquanto 37% afirmam que tendem a adquirir um produto quando ele está em alta nas redes, um comportamento que reforça o papel estratégico do conteúdo na decisão de compra.

Conteúdo relevante como ativo estratégico

A conversa reforçou que as empresas que ainda tratam o TikTok como uma rede social “de jovens” estão perdendo tempo e mercado. “Quem ainda tem essa visão limitada está deixando passar uma das maiores oportunidades de negócios da atualidade”, alertou Lopes. Kiso foi ainda mais direto: “As empresas que investirem em conteúdo relevante, dados e plataformas como o TikTok hoje estarão à frente nos próximos anos.”

Fonte: Letícia Olivares

Vaga para Social Media

Foco em Comunicação Interna e Mídias Sociais

Imagem gerada pela IA do Canva

Sobre a vaga: Essa é uma oportunidade para quem está investindo em sua jornada profissional e quer aprender na prática como garantir que a comunicação interna seja clara, estratégica e conectada com os valores da empresa. Ao mesmo tempo, você vai apoiar a gestão das mídias sociais, ajudando a criar conteúdos que engajam e fortalecem a imagem institucional.

Responsabilidades

  • Apoiar na execução de ações de comunicação interna de forma alinhada à cultura e diretrizes da empresa;
  • Criar conteúdos para diferentes canais (e-mail, murais, newsletters, comunicados, etc.);
  • Ajudar no planejamento e execução de postagens para redes sociais (Instagram, TikTok, LinkedIn, Facebook, YouTube, etc.);
  • Monitorar o desempenho das redes sociais e contribuir com sugestões de melhorias;
  • Colaborar com outras áreas da empresa para entender as demandas e transformar informações em conteúdos claros e atrativos;
  • Auxiliar na manutenção da identidade da marca em todos os canais de comunicação.

Requisitos

  • Graduação em andamento ou concluída em Comunicação Social, Marketing, Jornalismo, Publicidade ou áreas relacionadas;
  • Familiaridade com redes sociais e noções básicas de criação de conteúdo;
  • Conhecimento básico em ferramentas como Canva, PowerPoint, Google Docs/Slides;
  • Vivência em ambiente corporativo será considerada um diferencial (mas não obrigatória).

Diferenciais

  • Boa comunicação verbal e escrita;
  • Interesse por marketing digital, mídias sociais e cultura organizacional;
  • Organização, atenção aos detalhes e vontade de aprender;
  • Curiosidade por dados e disposição para entender o que funciona (ou não) nas redes e na comunicação interna;
  • Trabalho em equipe e disposição para colaborar com diferentes áreas.

Local de trabalho: Presencial em Taubaté/SP
Carga horária: Segunda a quinta das 08h às 18h, na sexta das 08h às 17h
Faixa salarial: A combinar
Envie seu currículo para: comunicacao@unhascariocas.com.br