Nova iniciativa da associação, coordenada por Juliano Martins, diretor de Marketing da Itabus, visa consolidar a relevância da mídia em movimento
A Central de Outdoor, maior associação de mídia OOH e DOOH do Brasil, lança o primeiro Comitê Mídia em Movimento no país, um grupo formado por empresas associadas que atuam em diferentes frentes da publicidade móvel, incluindo mídia em ônibus, táxis e carros de aplicativos. A iniciativa tem o objetivo de promover a interação entre os principais players do segmento, identificando desafios, compartilhando soluções e explorando oportunidades para fortalecer o segmento de mercado.
Coordenado por Juliano Martins, diretor de marketing da Itabus e profissional com mais de 20 anos de experiência no setor de marketing e inovação, o comitê conta com a participação de 13 empresas de destaque no segmento de mídia em movimento: Itabus, Carrega+, Rota Painéis, Publicar, BH Mídia, Bandeirantes Mídia Exterior, Zoom Publicidade, Caju Conecta, Holanda do Vale, Midialand, Dimensão, CE Benetti e Diário Painéis.
Fabi Soriano, diretora executiva da Central de Outdoor – Crédito: Divulgação
O projeto tem como principais objetivos incentivar o diálogo entre empresas, otimizar processos e vendas, e promover o segmento através da geração de conteúdos, dados e ferramentas estratégicas.
Segundo Fabi Soriano, diretora executiva da Central de Outdoor, a mídia em movimento é fundamental no ecossistema publicitário, conectando marcas e consumidores no dia a dia. “O lançamento do Comitê é um marco para o segmento. Ele será um espaço para construção coletiva, representando uma oportunidade de consolidarmos e transformarmos esses desafios em crescimento”.
Juliano Martins, coordenador do Comitê Mídia em Movimento e diretor de marketing da Itabus – Crédito: Divulgação
Juliano Martins, diretor de Marketing da Itabus e coordenador do Comitê Mídia em Movimento, destaca que a mídia em movimento é, talvez, um dos segmentos de maior complexidade dentro do mundo do OOH. “Por isso, há a necessidade de uma abordagem focada nas demandas desse grupo de empresas, que apresentam soluções que acompanham a jornada do consumidor de forma proativa”, afirma Juliano Martins.
O mercado de OOH, do qual a mídia em movimento faz parte, segue em alta no Brasil, representando mais de 10% dos investimentos publicitários nacionais, de acordo com o estudo da Kantar. Com o Comitê Mídia em Movimento, a Central reforça seu compromisso com a inovação e a união do mercado. “Com o novo cargo, espero contribuir para a construção de uma agenda positiva que fortaleça a marca da mídia em movimento, posicionando-a como um elemento indispensável em todos os planos de mídia”, completa.
A TV Conectada (CTV) está rapidamente se consolidando como uma peça fundamental na estratégia de marketing digital. Segundo a Comscore, metade da população digital brasileira já consome conteúdo por meio da CTV, e 12% dos lares contam com até quatro dispositivos conectados. Este crescimento, impulsionado pela expansão do streaming e pela dispersão da atenção do público, posiciona a CTV como uma alternativa poderosa à publicidade linear tradicional, ao unir a segmentação digital com o impacto visual das telas maiores.
LiveRamp – Gabriel Mazzutti, head de Addressability da LiveRamp Brasil
Mas como alcançar o público certo em um inventário de streaming tão diversificado e em rápida evolução? E como unificar a medição linear e CTV e, ao mesmo tempo, otimizar o alcance em telas, plataformas e dispositivos?
Com tantas plataformas e canais a serem considerados, os profissionais de marketing precisam garantir que as suas marcas alcancem o público certo. A chave para isso está na ativação de dados.
“A ativação de dados é o que transforma o potencial da TV Conectada em resultados concretos. Ela permite que os anunciantes alinhem suas campanhas aos hábitos e interesses dos consumidores, ajustando estratégias em tempo real para maximizar o retorno sobre o investimento”, afirma Gabriel Mazzutti, Head de Connectivity & Ecosystem da LiveRamp Brasil.
Por que a publicidade na TV depende da ativação de dados para ser mais assertiva?
Uma única campanha com um parceiro de TV conectada (CTV) pode rapidamente tornar-se um grande desafio de medição. Isso porque muitos programadores distribuem conteúdo em mais de 25 canais diferentes, incluindo aplicativos de streaming, smart TVs, plataformas de anúncios, redes sociais e sistemas de TV paga, por exemplo.
A complexidade do cenário de vídeo aumenta a necessidade de segmentação holística de público, para que se possa combinar as métricas de todas as plataformas lineares e digitais.
É aqui que a ativação de dados – traduzida como o aproveitamento de dados primários em canais e plataformas – torna-se vital.
Mazzutti destaca quatro benefícios principais da ativação de dados na CTV:
Planejamento com foco no público
Em vez de depender de dados demográficos amplos, a ativação de dados permite que as marcas criem campanhas em torno de segmentos específicos de público, definidos por comportamentos, interesses ou intenção de compra. Isso ajuda a garantir que os anúncios sejam vistos pelas pessoas certas na hora certa, maximizando o engajamento.
Tomada de decisão em tempo real
Insights baseados em dados significam que é possível monitorar o desempenho do anúncio e as tendências do público em tempo real. Ao permitir ajustes no posicionamento de anúncios e nas mensagens com base no que está funcionando, isso permite maior controle sobre os orçamentos e sobre o sucesso das suas campanhas.
Consideração de conteúdo
Alinhar investimentos em CTV com a forma como seu público consome conteúdo também é um benefício relevante. Não importa se a pessoa está assistindo a vídeos curtos na Netflix pela manhã ou vendo séries mais longas no Prime Video à noite, é possível personalizar as mensagens de acordo com os hábitos, interesses e momentos dela.
Maximizar o ROI
À medida que mais líderes de marketing transferem orçamentos da TV linear tradicional para a CTV, a ativação de dados permite que as marcas otimizem os gastos com anúncios. Com a segmentação digital proporcionando maior engajamento e melhor ROAS, a CTV continua sendo uma maneira econômica de capturar a atenção do público.
Ao ativar dados de clientes junto a parceiros de CTV e o planejamento de mídia para uma abordagem baseada em público, os anunciantes podem transcender as limitações da compra de TV tradicional e desbloquear todo o potencial dos recursos de segmentação da CTV.
5 dicas da IA para marcas criarem anúncios criativos e eficientes na Black Friday
Levantamento feito pela Vidmob, plataforma global de desempenho criativo com base em IA, identificou os caminhos que impulsionam campanhas nas redes sociais, reduzem custos e ampliam resultados
A Black Friday, que acontece em 29 de novembro, movimenta tanto o comércio físico quanto as redes sociais, e as marcas aproveitam o período para divulgar anúncios com descontos em produtos e serviços. Mas como identificar um bom anúncio para a data? A audiência reconhece em segundos e interage com ele, por outro lado, para os profissionais de marketing um bom anúncio é aquele que alcança boa performance, especialmente quando o seu desempenho impulsiona os resultados de venda e ultrapassa as metas.
Segundo pesquisa realizada pela Wake, em parceria com o Opinion Box, 66% dos brasileiros devem comprar na Black Friday este ano, sendo que 37,8% dos entrevistados planejam começar a acompanhar as ofertas já em outubro. Por outro lado, 23% das pessoas ainda estão indecisas. Diante da infinidade de opções de criativos nas redes sociais, o desafio das marcas é compreender os motivos que levam as pessoas a clicarem em um anúncio específico e ignorar os demais.
“Os profissionais de marketing sabem selecionar públicos com base em idade, interesses e localização, além de produzir e testar criativos. No entanto, sempre foi difícil entender quais elementos do criativo vencedor influenciam seu desempenho. Hoje, com a IA e o machine learning, é possível identificar o que funciona, o que não funciona e, mais importante, o porquê”, afirma Miguel Caeiro, head Latam da Vidmob, plataforma global líder em desempenho criativo com base em IA, que usa análise de dados para impulsionar os resultados de marketing de grandes marcas.
Com o objetivo de aprimorar o desempenho de campanhas, a Vidmob listou cinco dicas para criar anúncios criativos e eficientes, expandindo os resultados das campanhas. Confira:
1 – Colete todos os dados
Criar conceitos de vídeo pode ser uma tarefa demorada. Em vez disso, é mais eficaz analisar os dados de desempenho das campanhas para entender melhor a resposta do público e fazer ajustes direcionados nos criativos. Reunir dados de todas as plataformas de mídia social é crucial, pois os resultados variam entre elas. Essa abordagem permite identificar insights valiosos que podem ser perdidos se os profissionais focarem apenas no desempenho individual das campanhas.
2 – Compare o criativo com o que há de melhores práticas nas plataformas
Os profissionais de marketing investem esforços em cada etapa do processo criativo, da concepção à execução, mas muitas vezes as decisões são influenciadas por “achismos”. Para medir objetivamente a eficácia dos anúncios é possível utilizar dados de plataformas, como Facebook e LinkedIn, que oferecem análises e melhores práticas gratuitas para otimização de desempenho. Seguir essas práticas pode melhorar rapidamente a qualidade dos anúncios.
3 – Conecte os criativos com desempenho
Comparar os anúncios com as melhores práticas de cada plataforma é apenas um dos passos. Os profissionais de marketing podem eliminar mais conjunturas ao analisar como os elementos criativos individuais influenciam na resposta do consumidor. O “passo 1” (coletar dados) pode ser utilizado para relacionar os elementos criativos – como fundos, imagens de produtos e pessoas, narrativas e legendas – ao desempenho do anúncio de cada plataforma. Dependendo da prioridade, os profissionais podem mapear escolhas criativas para métricas como vendas, conversões ou até mesmo downloads. Aprimorando a identificação de escolhas criativas, tanto de alto quanto de baixo desempenho em cada plataforma, leva as equipes a tomar decisões mais rápidas e assertivas.
4 – Incorpore o desempenho criativo no seu processo de produção
Integrar insights criativos baseados em dados em todas as etapas do processo de criação pode agilizar decisões e facilitar a colaboração entre profissionais de marketing e os criativos. Eles podem, por exemplo, incluir insights como o tempo de abandono de vídeos ou os elementos que impulsionam o engajamento de campanhas pagas em briefings para ajudar as equipes criativas a entenderem as expectativas. Outra dica é ter uma lista de verificação que compare anúncios com padrões específicos da plataforma anunciada. Ela ajudará a evitar erros e a garantir um bom desempenho desde o início da campanha.
5 – Adicione automação
O uso da inteligência artificial não apenas acelera o processo criativo, mas também capacita os profissionais de marketing a obterem melhores resultados com um orçamento reduzido. Por outro lado, a IA Generativa elevou a qualidade de conteúdo de maneira geral. É preciso usar as ferramentas adequadas para se destacar nesse mar de equilíbrio. A pontuação criativa automatizada por IA possibilita a rápida adaptação do mesmo criativo para diferentes plataformas, ao mesmo tempo que fornece aos profissionais as métricas e ferramentas de gestão de campanhas que desbloqueiam o “porquê” por trás do desempenho.
“Entender o que efetivamente é aderente à audiência gera mais resultados em todas as etapas do funil de vendas. Além disso, se por um lado a tecnologia permite que se atinja resultados acima da média, por outro, gera economia na produção dos criativos, pois se torna mais assertiva”, explica Miguel Caeiro.
Em alguns círculos publicitários, você pode ter começado a ouvir a expressão “commerce media” surgindo. Isso porque é uma nova abordagem de publicidade digital que está mudando a forma como o comércio é realizado. No entanto, commerce media é um daqueles termos que parecem simples, mas quando alguém tenta explicá-lo, a maioria fica confusa.
Commerce media é a publicidade que conecta os consumidores a produtos e serviços ao longo de toda a jornada de compra, tanto em pontos de contato físicos quanto digitais, vinculando diretamente o investimento em publicidade às transações.
Embora pareça simples, commerce media é uma abordagem publicitária multifacetada que ainda é muito nova. Abaixo estão dez fatos-chave sobre commerce media para esclarecer seus princípios fundamentais:
1. Commerce media é um conceito novo em evolução
O termo ganhou popularidade com a divulgação de receita publicitária da plataforma Amazon, em 2022, acompanhada de uma promessa de acesso inédito a dados comerciais para as marcas, além de um novo fluxo de receita para varejistas. Apesar de haver uma alta de adesões à commerce media, o ecossistema tem um longo caminho a percorrer para aproveitar ao máximo seus benefícios.
2. Commerce media independe do canal de venda
A commerce media envolve a conexão de todas as mídias que podem ser associadas a transações de vendas on-line e off-line, ou que usam dados comerciais para enriquecer e otimizar a segmentação do público. A modalidade é a oferta de produtos em lojas físicas, marketplaces e e-commerces, ou ainda plataformas de conteúdos e notícias.
3. Commerce Media não existe sem dados e IA
A segmentação e definição de públicos-alvo da commerce media tem base em dados comerciais (sinais e transações de intenção/viagem do cliente no mundo real) para informar as decisões de marketing, melhorar a segmentação, criar anúncios eficientes e eficazes e proporcionar experiências de consumo otimizadas.
Isso só é possível por meio da inteligência artificial, que é capaz de analisar e trabalhar dados comerciais para desenvolver modelos preditivos que aprimorem as recomendações e biddings. E também podem ajudar os publishers a melhorarem seus públicos a fim de monetização.
4. Commerce media multiplica receitas também para não-anunciantes
Muitos tipos de negócios podem se beneficiar da modalidade, incluindo anunciantes, agências, plataformas de análises de dados, de mensuração de mídia, entre outros players que apoiam os operadores de mídia a impulsionar resultados, multiplicando, assim, suas receitas.
5. O maior inibidor da commerce media é a fragmentação
Não existe uma única abordagem para a commerce media –cada player do comércio (varejistas, marketplaces ou e-commerces) tem sua própria maneira de negociar anúncios, definir públicos, políticas e utilizar dados. Para as marcas, isso dificulta o alcance de seus públicos-alvo, bem como a mensuração de ROI das campanhas. Assim, um esforço de padronização e unificação do mercado pode ser a principal melhoria para ampliar receitas a todos os participantes.
6. Commerce media não é retail media
Os varejistas estão entre os primeiros players da commerce media, mas a modalidade conta com novos players, os recém-chegados, Mas outras indústrias, como a automotiva, companhias aéreas, hotéis e a economia compartilhada, trazem seus próprios conjuntos de dados e capacidades únicos, bem como diferentes tipos de transações.
7. Commerce media agrega insights que vão além do varejo
Por não ser apenas multi-comercial, mas também multi-setorial, a commerce media tem conjuntos de dados de comportamento e de transações de um escopo mais amplo de ambientes e públicos. Esses insights podem melhorar ainda mais a segmentação e a personalização, além de ampliar o mix de marketing.
8. Commerce media amplia oportunidades no ecossistema digital
A commerce media expande o escopo dos canais programáticos tradicionais, ao conectar experiências onsite e display nos pontos de venda e offsite na web aberta e lojas físicas. A modalidade gera oportunidades para anunciantes não-endêmicos nos sites de varejistas, permite que publishers implementem estratégias de monetização orientadas para o comércio e capacita compradores e vendedores de mídia a identificarem valor de seus dados primários.
9. Commerce media é omnichannel e full-funnel
A commerce media não se limita a alcançar clientes no ponto de venda, mas em todos os canais, e ao longo de todas as etapas do funil de compra –desde que os pontos possam ser atribuídos a transações. Isso significa que a estratégia pode ser ser atribuída desde o estágio inicial de pesquisa até a compra final –conscientização, consideração e conversão.
10. Commerce media é multiformato e multicanal
Para se conectar com os consumidores em todo o funil, o commerce media adota uma variedade de formatos e de canais, muito além dos anúncios patrocinados tradicionalmente associados à retail media, incluindo também vídeo, display, contextual, shoppable ads, CTV, OOH e SMS, entre outros.
Atualmente, a commerce media na internet aberta é fragmentada, com plataformas do lado da demanda (DSPs), plataformas do lado da oferta (SSPs) e SSPs de varejo operando separadamente. Mas, à medida que a privacidade continua sendo uma prioridade em todo o ecossistema, profissionais de marketing e proprietários de mídia buscarão soluções mais integradas para gerenciar, escalar e ativar dados primários e audiências endereçáveis. Espera-se que o espaço de mídia comercial avance rapidamente nessas áreas, tornando mais fácil para profissionais de marketing e proprietários de mídia trabalharem juntos para oferecer experiências mais ricas aos consumidores.
*Tiago Cardoso é Managing Director LATAM na Criteo